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De volta ao campo: Nossa imersão nos arredores de Ipirá e Serra Preta

  • Foto do escritor: ACCS MECV65
    ACCS MECV65
  • 29 de jun.
  • 1 min de leitura

Após as ricas discussões em que participamos durante o IV Workshop de Jumentos do Brasil, colocamos novamente o pé na estrada, como prometido! Durante três intensos dias de imersão, visitamos 5 propriedades nos arredores dos municípios de Ipirá e Serra Preta, no interior da Bahia. Nosso objetivo central era mapear as características físicas e

funcionais dos jumentos nordestinos e entender de perto a realidade e o manejo desses animais na agricultura familiar.


Acompanhar a rotina das famílias nos mostrou que o jumento continua sendo uma peça-chave para o funcionamento das pequenas propriedades. Observamos que eles exercem um trabalho essencial, sendo utilizados principalmente para a tração e o transporte de água, lenha, capim e colheitas da lavoura. Em média, a jornada de trabalho desses animais dura cerca de dois a três dias na semana! No restante do tempo, eles descansam soltos, desfrutando do espaço e pasto rústico.

Durante a coleta de dados, também pudemos observar de perto as particularidades de manejo e o comportamento de cada equídeo. Conhecemos desde jumentos extremamente mansos e parceiros na lida diária, até aqueles de personalidade mais forte, descritos carinhosamente pelos tutores como "veacos". Para além das avaliações físicas, trouxemos na bagagem histórias incríveis sobre a força e o valor histórico da espécie. Ouvimos relatos fortes de que, sem o auxílio do jumento para o trabalho pesado, seria praticamente impossível manter a criação de outros animais nas fazendas.


Essa experiência prática nos deu ainda mais certeza sobre a urgência de estudar, preservar e valorizar o nosso Jumento Nordestino.

 
 
 

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